A melhor resistência é aquela que não se pode segurar entre os dedos

Todos vêem nossa aparência, poucos sentem o que realmente somos, não tente supor quem sou se não sabe quem vc é ..

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Palavras descuidadas revelam alguns sonhos,
inspiram tantos outros,
palavras mais calculadas revelam alguns medos,
anseios de força,
gritos de fuga...
espantam.
Berra liberdade dentro de sua bolha
cristalina,
que aos poucos escurece.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Rosa posta
em prosa viva,
de atos inaptos
à mera continuidade lentamente efémera;
emerge da razão de clowns,
de bêbados trapezistas
sob olhar que bate
que toca
que fica, que fica
que mofa
em estrabisma lucidez.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Palavras ecoam sem razão,
bordão desconexo em atos,
fatos.
Medo de um talvez inevitável,
quem sabe.
surpreendente é provável
se num ato insano for capaz de ver,
viver a beleza do improvável,
a intensidade infinita de segundos.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O que fazer diante do incontrolável,
do incompreensível, imprevisível sentimento
que emerge?
Fugir não quero, covardia seria,
viver não posso,
independe de mim.
Depedende de uma idéia
não permanecer idéia.
Resta minar a expectativa
esclarecer minha perspectiva
e vivenciar a realidade

sábado, 6 de outubro de 2007

UTOPIA

Vejo um espelho do que espero
Do que quero que seja
Tristeza de fissuras disformes
Despeja...
Dum ventre claro
Em paredes minguadas
[por cada lágrima..
Lampejos incômodos, vivos!
Qual sedimentam surpresas;
Permitam por instantes que eu simplesmente veja.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Aquário

Gota de orvalho desce minha face,
a procura de alento...
lento leva meu toque suave,
Contraste de uma frágil tentativa,
dum erguer de muralhas translúcidas,
donde mínguo,
de onde aprisiono algo sofrível,
inconstante, vivo!
Interpreto um opaco que se move –
entre amarras
na tentativa de submergir o que me sufoca,
subtraiu possibilidades de alegria
de também vida!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Fênix

Quero e busco sofrimentos que cessem,
Que transmutem-se em alegria.
Quero o mundo
Busco o tosco
Que revela de mim um esboço

Quero e busco lendas emagias
Universos paralelos
Que sem beiras nem elos permitam que esqueça meu
Nome.